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"A floresta não pode ser vista como um santuário ecológico", diz Lula ao propor criação de Parlamento Amazônico

O presidente Lula (PT) discursou, neste sábado (8), no encerramento da Reunião Técnico-Científica da Amazônia, na cidade de Letícia, na Colômbia, país governado pelo ex-guerrilheiro Gustavo Petro.

Na ocasião, o petista comentou sobre proteção dos povos indígenas, a promoção da ciência, da tecnologia e da inovação, da bioeconomia e o combate aos crimes transnacionais. Mas, também disse que era necessário criar um Fórum de Cidades Amazônicas e um Parlamento Amazônico para tratar somente sobre os temas desse bioma.

- É preciso valorizar o papel dos prefeitos, governadores e parlamentares. Não se faz política pública sem participação de quem conhece o território. Para isso, queremos formalizar o Foro de Cidades Amazônicas e o Parlamento Amazônico - destacou.

Além dessa sugestão, países integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) terão um sistema de monitoramento da Floresta Amazônica, que compartilhará imagens e dados e regulará o sistema de políticas públicas para a região. 

Lula também propôs a criação de um comitê de especialistas da Amazônia, inspirado no Painel Intergovernamental Sobre Mudança do Clima (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU), para, segundo ele, "gerar conhecimento e produzir recomendações baseadas na ciência".

- Por meio de uma coalizão de bancos de desenvolvimento e da mobilização de recursos públicos e privados, vamos fomentar atividades produtivas locais sustentáveis, como a agricultura familiar, a pesca artesanal, projetos agroflorestais e redes de empreendedorismo, sobretudo feminino - justificou.

Apesar de assumir uma política rígida com relação ao Meio Ambiente, Lula ressaltou que a maior parte da população da Amazônia não vive em floresta e que era preciso pensar em infraestrutura também para as áreas urbanas.

- A floresta tropical não pode ser vista apenas como um santuário ecológico. O mundo precisa se preocupar com o direito a viver bem dos habitantes da Amazônia. Afinal, o desenvolvimento sustentável possui três dimensões inseparáveis: a econômica, a social e a ambiental - finalizou.

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