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Desvalorização da moeda chinesa frente ao dólar pode pressionar importações de carne brasileira

Enquanto o yuan, a moeda chinesa, estiver numa contínua desvalorização frente ao dólar, as exportações de carne brasileira permanecerão pressionadas.

Isso acontece por que as proteínas nacionais são negociadas diretamente entre os produtores e os compradores chineses, ou seja, não tem balizador como os grãos, cujos preços sofrem influência de cotações internacionais no mercado futuro dos Estados Unidos.

Na comparação de maio deste ano com 2022, por exemplo, os preços médios caíram 21%, registrando receita cambial 13% abaixo. No acumulado do ano, o faturamento encolheu 24%. Junho parece que não será diferente.

Na sexta-feira (30), o yuan foi negociado a 7,22597 por US$ 1 dólar.

A China, por conta própria, já desvalorizou a própria moeda algumas vezes para pressionar países concorrentes, como os Estados Unidos, a diminuírem medidas restritivas às exportações asiáticas. Em 2019, o governo de Xi Jinping rebaixou o valor da moeda, também para 1 dólar equivalendo 7 yuan, e, assim, as vendas para outras nações tornaram-se mais baratas e foram intensificadas; à medida que as importações ficaram mais caras, porém o país pressionou os fornecedores a venderem por preço mais em conta.

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