El Niño pode repetir o padrão do desastre de 1983 no Sul, alerta MetSul


Os modelos de clima atualizados no começo de novembro indicam um El Niño com padrão parecido ao do Super El Niño de 1982-1983, que trouxe graves consequências para o Sul do Brasil, segundo análise da MetSul Meteorologia publicada neste domingo (8).
A projeção é de pico do El Niño clássico no Pacífico Equatorial Centro-Leste entre dezembro e janeiro e de um segundo pico do chamado El Niño Costeiro, nos litorais do Peru e do Equador, no outono de 2027.
O modelo norte-americano CFS, da NOAA, prevê o pico entre novembro e dezembro de 2026, enfraquecimento no verão e fim do fenômeno em maio ou junho de 2027. Ele indica um segundo pico costeiro menor que o primeiro.
Já o modelo europeu, do ECMWF, aponta pico entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027 e mantém o El Niño com grande intensidade até o fim do prognóstico, no outono, sem data de término. O segundo pico costeiro, nesse caso, seria maior que o primeiro.
Para a MetSul, é certo que o El Niño clássico seguirá no verão e em grande parte do outono de 2027. A empresa considera muito incerto, porém, quando o evento vai terminar.
Em 1982-1983, o aquecimento perdia força no centro do oceano enquanto as águas junto ao Peru e ao Equador seguiam esquentando. A anomalia na costa chegou a 4,5 °C no fim de junho de 1983, quando o Pacífico central já estava neutro.
Entre maio e julho de 1983, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná enfrentaram chuvas excepcionais, com enchentes de grandes proporções, destruição de infraestrutura e centenas de milhares de pessoas afetadas.






