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Secretário do Mapa vê pouco espaço para mudar a política agrícola

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, afirmou que não vê espaço para uma ampla reforma na política agrícola e que não há "bala de prata" para resolver a restrição de crédito e os custos altos do campo. Segundo ele, o próximo ministro, seja quem for, terá "diversos desafios" pela frente.

As declarações foram publicadas neste domingo (8) pela Globo Rural e pelo Valor.

"O endividamento continuará na pauta. A falta de uma solução para isso tem impacto direto na execução do Plano Safra, que está baixíssima", disse Campos.

A renegociação de dívidas rurais pela Medida Provisória 1.376/2026 alcançou R$ 19,8 bilhões na semana passada, dos mais de R$ 100 bilhões previstos. Segundo o Valor, o acesso às linhas tradicionais de financiamento nos bancos e às Cédulas de Produto Rural (CPR) caiu cerca de 30% de julho a setembro.

Campos vê dificuldade para mudanças estruturais, como um Plano Safra plurianual, ideia defendida pela bancada ruralista e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). "É preciso ver com quem vai chegar a predisposição de fazer uma mudança mais profunda", afirmou.

O secretário voltou a defender o seguro rural obrigatório nas operações de custeio com subvenção federal. A medida depende de orçamento: estão previstos R$ 1,2 bilhão para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) em 2027, enquanto os saldos de custeio e comercialização equalizados do Plano Safra 2026/27 somam mais de R$ 78,2 bilhões.

"O Tesouro Nacional vira o grande ressegurador de todo processo, com gasto infinitamente maior", disse Campos, sobre a falta de seguro.

Na próxima semana, o Observatório do Crédito e Seguro Rural do FGV Agro apresenta uma proposta de modernização da política agrícola brasileira.

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