USDA solta relatório na terça, e o mercado de soja já faz as contas

A soja acumulou queda de 3,8% na semana na Bolsa de Chicago (CBOT), referência mundial do grão. Na manhã de sexta-feira (6), o contrato de janeiro, o mais negociado, era cotado a US$ 11,87 por bushel, menor patamar em mais de dois meses, segundo o Canal Rural.

No Brasil, o dólar ajudou a segurar os preços. O indicador Cepea/Esalq em Paranaguá (PR) fechou a sexta-feira (6) a R$ 158,52 a saca de 60 quilos, queda de apenas 0,01%, segundo a Globo Rural. A moeda americana subiu 0,36% no dia, para R$ 5,50.

"Desde o final do segundo turno das eleições o dólar influencia o mercado no Brasil, uma vez que ele saiu de R$ 4,90 para o patamar atual", disse Luiz Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica.

No interior, os preços variaram pouco na semana. Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 152,00 para R$ 152,50. Em Cascavel (PR), ficou em R$ 148,00, e em Rondonópolis (MT) recuou de R$ 141,00 para R$ 140,00, segundo o Canal Rural.

Com a queda em Chicago, os produtores se afastaram dos negócios e concentraram a atenção no plantio da safra 2026/27.

O avanço da colheita nos Estados Unidos e a expectativa de uma safra maior por lá superaram os sinais de demanda chinesa e mantiveram as cotações pressionadas.

O próximo teste é o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para terça-feira (10). Analistas projetam a safra americana 2026/27 em 4,601 bilhões de bushels, acima dos 4,562 bilhões estimados em outubro, e os estoques de passagem em 336 milhões de bushels, ante 315 milhões.

No cenário mundial, a expectativa é de estoques finais de soja de 125,3 milhões de toneladas em 2026/27, ante 124,3 milhões na estimativa atual.

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