Fórum Planeta Campo defende a mesma terra para comida e combustível


A produção de alimentos e a geração de energia podem aproveitar a mesma área, integrando culturas e criando novas fontes de receita. Esse foi o conceito enfatizado no Fórum Planeta Campo 2026, realizado nesta sexta-feira (6), em São Paulo.
O secretário-executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, usou como exemplo a integração lavoura-pecuária. Segundo ele, a mesma terra pode dar soja no primeiro ciclo e milho na sequência, os dois usados em biocombustível, e depois pastejo para carne.
O presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, afirmou que esse processo cria equilíbrio entre alimentação e bioenergia.
Um exemplo citado é o etanol de milho. No terceiro trimestre de 2026, a produção brasileira do combustível a partir do cereal chegou a 2,9 milhões de metros cúbicos, crescimento de 23,7% em um ano.
O processo também gera o DDG, coproduto usado na ração. “A gente tem descoberto que o DDG é a ‘barrinha de proteína’ do boi”, disse Eduardo Pedroso, diretor executivo de Originação e Confinamentos da Friboi.
O fórum debateu ainda a Lei do Combustível do Futuro. Para o setor, o desafio é garantir que as regras sejam cumpridas e deem previsibilidade a quem pretende investir.
O presidente da Aprobio e da Acebra, Jerônimo Goergen, disse que a cadeia produtiva tem matéria-prima para uma mistura de 22% de biodiesel no diesel (B22). Hoje, a mistura é de 15%.
“Eu não tenho dúvida que se a decisão do governo acontecer nesse momento de termos o B16, o B17, será plenamente atendido, porque o setor está preparado para isso”, afirmou.
O evento homenageou o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues com o Prêmio Semeador da Paz.






