
O primeiro caso de ferrugem-asiática em área comercial de soja foi relatado em Santo Antônio das Missões, no Rio Grande do Sul, com data de 31 de outubro, segundo o portal Mais Soja. A lavoura estava no estádio R1, o início do florescimento.
No Paraná, já havia relatos da doença em soja voluntária, que nasce fora do plantio. O portal usa o mapa do Consórcio Antiferrugem, com atualização de 6 de novembro, para acompanhar os casos da safra 2026/27.
Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a ferrugem é uma das doenças que mais preocupam na cultura. Ela tem potencial de causar perdas de produtividade de até 90%, de acordo com estudo da Embrapa Soja citado pelo portal.
A infecção exige pelo menos seis horas de água livre na folha e temperaturas entre 10°C e 26,5°C. O texto aponta essas condições principalmente no Sul do Brasil nesta safra, por causa do El Niño.
O caso acende alerta para as lavouras da região, porque os esporos do fungo se dispersam pelo vento.
Os primeiros sintomas são pequenos pontos escuros nas folhas e costumam surgir na parte de baixo da planta. A avaliação deve incluir folhas das partes inferior e média, com lupa de bolso de aumento mínimo de 20 vezes, olhando principalmente a face inferior.
O monitoramento deve começar na emergência da cultura e ficar mais intenso perto do fechamento das entrelinhas e no florescimento, sobretudo onde a doença foi confirmada.
Coletores de esporos ajudam, mas não substituem a inspeção da lavoura. Em caso de dúvida, a orientação é manter folhas suspeitas por 12 a 24 horas em saco plástico inflado, com papel ou algodão umedecido, para ajudar na confirmação.







