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Negócio fica seletivo, e a arroba do boi desacelera

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana, nesta sexta-feira (6), com preços firmes e altas pontuais, mas o ritmo de valorização perdeu força, segundo a Safras & Mercado. Em São Paulo, a arroba (cerca de 15 kg de carcaça) ficou, em média, em R$ 394,08 na modalidade a prazo.

Nas outras praças, a consultoria indicou R$ 385,53 em Minas Gerais, R$ 383,18 em Mato Grosso do Sul, R$ 380,39 em Goiás e R$ 370,07 em Mato Grosso.

As escalas de abate seguem encurtadas, entre cinco e seis dias úteis, com oferta restrita. Isso mantém os frigoríficos ativos nas compras, mas as negociações ficaram mais seletivas.

Segundo o analista Fernando Iglesias, o mercado mostra maior resistência aos patamares mais elevados. As exportações permanecem deprimidas, e a retomada das vendas para a China ocorre gradualmente, ainda sem impacto expressivo no ritmo dos embarques.

"A eventual gestão da cota chinesa pode distribuir os embarques e limitar movimentos mais agressivos de compra de boiadas, sem eliminar os elementos de sustentação da arroba", afirmou Iglesias.

Na quinta-feira (5), a Scot Consultoria registrou alta em 17 das 33 regiões monitoradas, e as outras 16 ficaram estáveis. Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), o boi seguiu em R$ 387 por arroba, para pagamento em 30 dias.

No atacado de São Paulo, o quarto traseiro subiu R$ 0,50 nesta sexta e foi a R$ 30,00 por quilo. O dianteiro ficou em R$ 22,50.

A demanda ganha apoio com a entrada dos salários, o décimo terceiro e as festas de fim de ano. Para Iglesias, a melhora do consumo pode sustentar o mercado na primeira quinzena do mês, mas a competitividade das carnes de frango e suína continua limitando reajustes maiores.

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