
O Rabobank projeta expansão próxima de 1% na oferta brasileira de leite em 2027, dentro de um intervalo entre estabilidade e alta de 2%. O banco espera preços relativamente firmes no primeiro semestre, segundo relatório apresentado no AgroInfo 2026.
Na avaliação da instituição, o preço ao produtor deve entrar em 2027 acima do patamar do começo de 2026. O banco prevê maior pressão sazonal quando a oferta aumentar, mas não espera repetir a queda abrupta da passagem de 2025 para 2026.
O preço médio pago ao produtor passou de cerca de R$ 2,00 por litro no início de 2026 para aproximadamente R$ 2,75 em julho, de acordo com o relatório.
A alta, somada a custos de alimentação relativamente comportados, ajudou a recompor as margens. O indicador de receita menos custo de alimentação do MilkPoint Mercado, para 35 litros por vaca ao dia, subiu de R$ 41,50 por vaca/dia em janeiro para R$ 71,90 em setembro. Ele não representa o lucro líquido da atividade.
O consumo é a principal preocupação. Segundo o banco, renda disponível, inflação dos alimentos e endividamento das famílias devem continuar limitando uma recuperação sustentável dos volumes.
As importações devem ficar em patamar semelhante ao de 2026, considerando a projeção cambial do banco.
No mundo, o crescimento da oferta nas principais regiões acompanhadas deve desacelerar de 1,7% em 2026 para 0,3% em 2027.
O clima aparece entre os principais riscos. No Sul, chuvas acima da média podem dificultar o manejo e a coleta. No Sudeste e no Centro-Oeste, calor e estresse térmico podem reduzir a produtividade.







