
O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim elevou para 110 milhões de toneladas a projeção de importações chinesas de soja em 2026/27. O número representa alta de 1,8% sobre o relatório anterior, que apontava cerca de 108 milhões de toneladas.
Mesmo com o ajuste, o volume segue abaixo das 114 milhões de toneladas que o próprio escritório projeta para 2025/26.
As estimativas variam bastante. A previsão oficial do USDA para 2026/27 é de 115 milhões de toneladas. O sistema de perspectivas agrícolas do Ministério da Agricultura da China prevê 95,5 milhões. Duas fontes privadas citadas no relatório trabalham com 101,2 milhões e 111,5 milhões.
Segundo o documento, a relativa estabilidade das compras está ligada ao crescimento contido do esmagamento e aos esforços de Pequim para reduzir a dependência externa. A previsão de processamento foi mantida em 106 milhões de toneladas, abaixo das 108 milhões estimadas para o ciclo anterior.
O farelo, principal derivado da soja usado em rações, enfrenta demanda mais fraca da suinocultura. O rebanho chinês de matrizes suínas somava 36,02 milhões de cabeças em setembro, queda de 10,7% em um ano.
Em setembro, Pequim reforçou a política de rações com menos proteína e menos insumos importados. A participação média do farelo de soja nas formulações caiu para 13,6% ao fim de 2025.
A produção chinesa foi mantida em 20,1 milhões de toneladas para 2026/27.
O relatório também afirma que eventos climáticos extremos em 2027, como um super El Niño, podem limitar a oferta exportável dos países sul-americanos.







