Malásia alivia embargo ao frango, e só Uruguai ainda barra todo o Brasil

A Malásia decidiu limitar a Santa Catarina o embargo às carnes de aves e aos produtos avícolas brasileiros por causa da doença de Newcastle. Antes, o bloqueio valia para todo o Brasil, e agora os embarques dos demais estados habilitados podem continuar.

Com a mudança, só o Uruguai mantém suspensas as importações de todo o país, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Santa Catarina teve quatro focos identificados desde 18 de outubro.

"Hoje falta só Uruguai", disse o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, em evento da Globo Rural em São Paulo. Para ele, a regionalização é um "marco" e mostra confiança no sistema brasileiro.

Segundo Santin, o Uruguai manifestou informalmente que regionalizaria se recebesse respostas satisfatórias aos questionamentos enviados ao Brasil. Em nota, o Mapa citou "avanços nas tratativas" e informou que enviou dados técnicos atualizados e aguarda resposta.

A ABPA fez a conta do efeito da regionalização. O foco de Anta Gorda (RS), em 2024, gerou perda de produção de 163 mil toneladas, ou US$ 300 milhões. Neste ano, o cálculo até o momento aponta 21 mil toneladas e US$ 50 milhões, de acordo com Santin.

Além da Malásia, mantêm restrições limitadas a Santa Catarina países como China, Arábia Saudita, Chile, México, Peru e Turquia.

O Brasil mantém a proibição de exportar produtos da área de restrição, formada pelos municípios catarinenses de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

O Mapa afirma que os produtos avícolas com inspeção oficial continuam seguros para o consumo.

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