Vendas de soja dos EUA encolhem, e Chicago não sai do vermelho

A soja caiu pela nona sessão seguida na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (5). Os contratos para janeiro de 2027 fecharam em baixa de 1,16%, a US$ 11,8825 o bushel, a unidade usada no mercado americano.

O dia começou no sentido contrário. Por volta das 8h56, horário de Brasília, o contrato de janeiro era negociado a US$ 12,0625, alta de 0,33%, impulsionado pela valorização do petróleo, segundo o Canal Rural. O ganho não se sustentou até o fechamento.

Na quarta-feira (4), o mesmo contrato havia encerrado a US$ 12,0225, no menor patamar em 11 semanas.

A pressão vem da oferta. Segundo a Safras News, os Estados Unidos colhem a maior safra da história, e as compras chinesas seguem abaixo das expectativas do mercado.

A T&F Consultoria Agroeconômica aponta ainda perda de competitividade das exportações americanas frente à oferta brasileira, por causa da desvalorização do real em relação ao dólar desde a semana passada.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou vendas de 1,45 milhão de toneladas de soja na semana encerrada em 29 de outubro, abaixo das 2,57 milhões de toneladas da semana anterior.

No Brasil, os preços caíram na quarta-feira (4), de acordo com a Safras & Mercado, e os produtores ficaram afastados dos negócios. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 kg passou de R$ 153,50 para R$ 152,50. Em Rondonópolis (MT), de R$ 141,00 para R$ 140,00. Em Paranaguá (PR), de R$ 160,00 para R$ 159,00.

Em Chicago, o milho para dezembro caiu 0,96%, a US$ 4,40 o bushel, nesta quinta. O trigo para dezembro subiu 0,13%, a US$ 5,9925.

O USDA divulga suas estimativas mensais de oferta e demanda na próxima semana.

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