Embrapa reúne em livro as armas contra a sigatoka-negra da banana

A Embrapa reuniu em livro as orientações para identificar e controlar a sigatoka-negra, doença que provoca a morte precoce das folhas da bananeira e prejudica o desenvolvimento dos frutos. A obra A sigatoka-negra da bananeira no Brasil foi publicada em 2026.

Em situações severas, as perdas podem atingir toda a produção de cultivares suscetíveis, segundo a publicação, organizada por Luadir Gasparotto e Ana Francisca Tibúrcia Amorim Ferreira e Ferreira.

A doença é causada pelo fungo identificado na obra como Mycosphaerella fijiensis e foi registrada no Brasil em 1998, na região amazônica. Ela afeta os subgrupos Cavendish, Prata e Terra, além da banana Maçã.

Os primeiros sinais aparecem nas folhas mais novas, na face de baixo, como pequenos pontos claros. Depois surgem estrias marrom-claras de 2 a 3 milímetros, que crescem, escurecem e se juntam até matar partes da folha.

Como pode ser confundida com outras doenças foliares, a sigatoka-negra exige avaliação técnica para o diagnóstico.

As cultivares resistentes são uma das principais ferramentas, sobretudo para quem tem menos condições de investir em fungicidas. Para o Amazonas, a obra cita BRS Caprichosa, BRS Conquista, BRS Garantida, BRS Japira e BRS Thap Maeo, entre outras.

A resistência não dispensa o manejo. Segundo a publicação, plantas com deficiência nutricional e sem cuidados culturais podem sofrer ataques severos mesmo em materiais resistentes.

O livro também trata da desfolha fitossanitária, a retirada de folhas lesionadas, e do monitoramento regular da severidade da doença.

No controle químico, a Embrapa alerta para a seleção de fungos resistentes aos fungicidas e orienta considerar os mecanismos de ação e seguir as indicações de uso autorizadas.

Entre as ferramentas apresentadas estão o SIMSIGA, sistema que avalia as lesões por imagens, e pesquisas com Bacillus e Trichoderma no controle biológico.

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