China condiciona compras agrícolas dos EUA a corte de tarifas
A China está disposta a comprar mais produtos agrícolas dos Estados Unidos, mas só se os dois países implementarem o acordo de redução recíproca de tarifas, afirmou o Ministério do Comércio chinês nesta quinta-feira (5), segundo a Forbes Agro, com informações da Reuters.
O porta-voz do ministério, Huang Ling, disse que o país tem se mostrado aberto a ampliar as compras, "mas somente sob a condição" de que as duas partes implementem o acordo de "US$ 30 bilhões por US$ 30 bilhões".
Segundo ele, a China espera que os EUA colaborem para reduzir tarifas, diminuir barreiras não tarifárias e ampliar o acesso ao mercado.
Depois da cúpula entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump em setembro, em Washington, os dois lados propuseram um pacote de reduções tarifárias recíprocas de US$ 60 bilhões. O pacote inclui cerca de US$ 17 bilhões em produtos agrícolas americanos, mas ainda não foi finalizado.
Em maio, a Casa Branca informou que Pequim havia concordado em comprar US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos EUA a partir de 2026.
Segundo análise da Reuters, a China está a caminho de cumprir a meta de compra de soja, mas adquiriu apenas US$ 7,2 bilhões em outros produtos agrícolas americanos, incluindo carne e milho, entre janeiro e setembro.
As importações desses produtos, fora a soja, estão no nível mais baixo para o período desde 2019, no auge da primeira guerra comercial entre os dois países.
Operadores ouvidos pela Reuters disseram que tarifas mais baixas seriam necessárias para tornar viáveis as compras em grande escala. A Casa Branca não pôde ser contatada de imediato para comentar.
Os dois países criaram um grupo de trabalho agrícola, que deve se reunir antes do fim do ano.