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Rabobank vê o mercado interno como o grande suporte do milho em 2027

O mercado interno deve ser o principal suporte dos preços do milho no Brasil em 2027, segundo projeções divulgadas pelo banco holandês Rabobank nesta quarta-feira (4), em São Paulo. O consumo doméstico deve crescer 7,1%, de 98 milhões para 105 milhões de toneladas.

A alta vem das usinas de etanol e da cadeia de carnes, que usa o grão na ração dos animais. Só as usinas de etanol de milho devem demandar 32 milhões de toneladas em 2027, ante 27 milhões neste ano.

O banco também projeta exportações de 38 milhões de toneladas, alta de 5% sobre os 36 milhões atuais.

"Essa nova dinâmica do mercado interno está mudando a precificação do milho, com exportadores olhando mais para o longo prazo", disse a analista de mercado Marcela Marini.

Para a área plantada, o Rabobank prevê alta de 1,8%, de 22,3 milhões para 22,7 milhões de hectares. A produção deve subir 0,7%, de 140 milhões para 141 milhões de toneladas: 32 milhões no verão e 109 milhões na segunda safra, a safrinha, plantada depois da soja.

Segundo o banco, a demanda deve compensar a colheita maior e limitar a pressão sobre os preços, com oferta e demanda globais mais apertadas e estoques menores na safra 2026/27.

A consultoria StoneX também vê consumo forte. Ela projeta demanda doméstica de 103 milhões de toneladas na safra 2026/27, ante 96,5 milhões em 2025/26, puxada pela expansão da capacidade de produção de etanol de milho.

Com exportações que podem chegar a 42 milhões de toneladas, a StoneX calcula estoques finais de 31,36 milhões de toneladas, acima dos 29,1 milhões da temporada passada.

Para o Rabobank, 2027 deve combinar demanda interna mais forte e maior dependência da segunda safra, mantendo "elevada a exposição a riscos climáticos e macroeconômicos".

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