El Niño bate recorde para outubro: Pacífico fica 2,47 °C acima da média, diz Inmet


O El Niño de 2026 registrou o maior desvio de temperatura já observado para um mês de outubro na região Niño 3.4, no Oceano Pacífico Equatorial. Segundo atualização do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de 3 de novembro, a superfície do mar ficou 2,47 °C acima da média.
O Inmet classifica a condição como de intensidade muito forte. O recorde vale para um mês e uma área específica e não significa que este já seja o maior El Niño da história.
Na região Niño 3, o resultado semanal superou o recorde de 3,6 °C, de dezembro de 1982. No Niño 1+2, perto do Peru e do Equador, o valor igualou a máxima semanal de junho de 1983. A série semanal começa em 1981.
Para o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, o Boletim nº 5 do Painel El Niño, divulgado em 29 de outubro por sete instituições federais, aponta maior chance de chuva acima da faixa normal no Sul e em partes do Sudeste e do Centro-Oeste.
Em grande parte do Norte e em áreas do Nordeste e do Centro-Oeste, a tendência é de chuva abaixo do normal. As temperaturas devem ficar acima da faixa normal em quase todo o país, principalmente no Norte. O Rio Grande do Sul é exceção, com tendência de temperaturas abaixo da normal.
Segundo o Cemaden, as projeções indicam El Niño pelo menos até o primeiro trimestre de 2027, com intensidade forte a muito forte. O órgão alerta que calor e pouca chuva no Norte aumentam o potencial de propagação de queimadas.
No Centro-Sul, o excesso de chuva já atrasa a colheita da cana. Estimativas de mercado citadas pelo NovaCana apontam que cerca de 50 milhões de toneladas podem deixar de ser colhidas nesta safra.
Os dados do Inmet não trazem estimativa de quebra da safra brasileira. O efeito na produção vai depender do comportamento do tempo em cada região.






