Trigo sobe 3,88% no Paraná em outubro, e moinhos recorrem à importação


Os preços do trigo subiram em outubro no Brasil, puxados pela oferta restrita de grão de boa qualidade depois das chuvas na colheita e pela alta do dólar na última semana do mês, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
No Paraná, o indicador Cepea/Esalq do trigo pão ou melhorador registrou R$ 1.569,82 por tonelada em 30 de outubro, alta de 1,65% no mês. A média mensal ficou em R$ 1.560,55, avanço de 3,88% sobre setembro.
No Rio Grande do Sul, o trigo brando terminou outubro a R$ 1.482,17 por tonelada, alta de 2,18% no mês. A média mensal foi de R$ 1.472,60, aumento de 5,87% em relação a setembro.
Sem matéria-prima adequada no mercado interno, moinhos consultados pelo Cepea têm recorrido às importações, mesmo com o câmbio desfavorável, e repassado o custo maior para o preço das farinhas.
Em São Paulo, o Sindicato da Indústria do Trigo (Sindustrigo) estima que só entre 10% e 15% do trigo colhido possa ser classificado como tipo 1, por causa das chuvas de setembro.
Na região Sul, moinhos também relatam dificuldade para encontrar trigo com a qualidade necessária para os derivados.
Parte da indústria ainda negocia o "trigo velho", cuja boa qualidade mantém altos os preços pedidos pelos vendedores. No trigo novo, mesmo a parcela tipo 1 tem apresentado com frequência parâmetros de qualidade fora do padrão, segundo o Cepea.
Os lotes classificados como fora de tipo (FT) estão sendo destinados à alimentação animal, no mercado interno e na exportação.
Até 30 de outubro, 66,9% da área cultivada com trigo no país havia sido colhida, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).






