Soja cai pela 8ª sessão seguida em Chicago e vai ao menor preço em 11 semanas


Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) recuaram nesta quarta-feira (4) pela oitava sessão seguida e chegaram ao menor patamar em 11 semanas, segundo o Canal Rural. No porto de Paranaguá (PR), porém, a saca subiu pela sétima vez consecutiva.
O contrato com vencimento em janeiro era negociado a US$ 12,02 por bushel (medida usada nos Estados Unidos) na sessão eletrônica da manhã, queda de 0,94%, ou 11,50 centavos de dólar.
Mais tarde, a mesma posição caía 0,56%, a US$ 12,0725 o bushel, segundo a Globo Rural.
Na terça-feira (3), o contrato de janeiro fechou a US$ 12,14 por bushel, recuo de 0,22%. A posição março terminou a US$ 12,20, queda de 0,46%.
O avanço da colheita nos Estados Unidos e a maior oferta global pesam sobre as cotações. O mercado também acompanha a concorrência da soja brasileira nas exportações e as compras chinesas, que seguem abaixo das expectativas dos operadores, segundo o Canal Rural. Para a consultoria Granar, a entrada da nova safra americana é o principal fator.
No Brasil, o indicador Cepea/Esalq em Paranaguá subiu 0,25% na terça-feira (3), com a saca de 60 kg a R$ 159. Foi a sétima alta seguida.
Nas praças monitoradas pela AgRural, os preços foram mistos: R$ 154 em Ponta Grossa (PR), alta de R$ 0,50 em relação à sexta (30); R$ 140 em Primavera do Leste (MT), estável; e R$ 142,50 em Luís Eduardo Magalhães (BA), alta de R$ 1,50.
Segundo Alê Delara, diretor da Delara Agronegócios, a comercialização da safra está pelo menos oito pontos percentuais à frente do ano passado.
"Se não houver nenhum problema grave de produção, os preços irão trabalhar dentro de uma normalidade sazonal", afirma Delara.






