Feijão-preto tem o maior preço nominal em dois anos, e a chuva no campo pesa


Os preços do feijão-preto fecharam outubro em alta pelo terceiro mês seguido e chegaram ao maior patamar nominal em dois anos, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na sexta-feira (30), a saca de 60 kg estava cotada a R$ 283,12 no sul do Paraná.
No mês, o indicador Cepea/CNA para o feijão-preto na região teve preço médio de R$ 269,02 a saca, alta de 11,57% em relação à média de setembro.
Segundo o Cepea, a valorização foi sustentada pela oferta restrita na entressafra, o período entre uma colheita e outra.
O clima também pesou no campo. De acordo com os pesquisadores do centro, as chuvas limitaram a colheita no sudoeste paulista e prejudicaram as lavouras no Paraná.
Os problemas nas lavouras ocorrem num momento em que a oferta já está restrita por causa da entressafra.
O feijão-carioca teve comportamento diferente, com oscilações moderadas ao longo de outubro.
No noroeste de Minas Gerais, o preço médio mensal do feijão-carioca de qualidade superior ficou em R$ 314,57 a saca de 60 kg, alta de 1,41% sobre a média de setembro.
No encerramento do mês, a cotação do carioca na região estava em R$ 323,26 a saca, segundo o Cepea.






