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Newcastle: só dois países ainda barram o frango de todo o Brasil; veja quais

O México voltou a liberar a importação de produtos avícolas das áreas do Brasil que não foram afetadas pela doença de Newcastle, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no domingo (1). As compras estavam suspensas desde 19 de outubro.

Com a decisão, a restrição mexicana fica limitada a Santa Catarina, onde foram confirmados três focos da doença, todos na região oeste.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o México reconheceu a chamada regionalização sanitária 12 dias depois do registro do primeiro foco. Na prática, o país separa a área afetada das demais regiões habilitadas a exportar.

"O reconhecimento da regionalização é importante para reduzir os impactos comerciais de ocorrências sanitárias", afirmou o Mapa em nota.

Um levantamento do ministério, com base nas exportações de 2025, estima que a regionalização sanitária evitou perdas comerciais potenciais de cerca de US$ 954 milhões por ano.

Hoje, apenas Uruguai e Malásia mantêm as importações bloqueadas para todo o território brasileiro. O Ministério das Relações Exteriores negocia com os parceiros para que as restrições fiquem só na zona de contágio, definida pelas regras da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

A ABPA informou que o resultado veio do trabalho do Mapa, do Ministério das Relações Exteriores, da Embaixada do Brasil e da Adidância Agrícola no México, em articulação com o setor produtivo. A entidade diz que seguirá atuando com o governo para ampliar a regionalização entre outros compradores.

Em Santa Catarina, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (Cidasc) concluiu em 1º de novembro as vistorias em 100% das mais de 2,7 mil propriedades da área de emergência, incluindo os 202 estabelecimentos avícolas comerciais.

O estado de emergência zoossanitária vale por 60 dias a partir do primeiro foco, de 18 de outubro, e abrange Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

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