Milho sobe 1,97% na semana e vai a R$ 65,64 a saca em Campinas, aponta Cepea

Os preços do milho voltaram a subir no mercado brasileiro, puxados pela alta do dólar e pela valorização nos portos, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O indicador de Campinas (SP) fechou a sexta-feira (30) a R$ 65,64 a saca de 60 kg, alta de 1,97% em uma semana.

A retração de parte dos vendedores também ajudou a sustentar as cotações. Mesmo assim, os negócios seguem lentos.

Segundo o Cepea, parte dos vendedores acompanha as incertezas sobre a reforma tributária antes de fechar novas vendas. Do outro lado, os compradores adquirem apenas lotes pontuais, conforme a necessidade de abastecimento, à espera de preços mais atrativos.

A reação da última semana não apagou a queda de outubro. Em Campinas, o indicador recuou 4,41% no mês. O preço médio mensal ficou em R$ 65,76 a saca, baixa de 5,92% em relação à média de setembro, de acordo com o Cepea.

Das 39 regiões monitoradas pela consultoria AgRural, 19 tiveram alta na última semana, 14 ficaram estáveis e cinco registraram queda. No acumulado de outubro, 36 praças recuaram.

Só Erechim, Passo Fundo e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, ficaram estáveis no mês. A maior baixa mensal, de 11,5%, ocorreu em Sinop (MT).

Na Bolsa de Chicago (CBOT), o movimento foi outro. Por volta das 7h05 desta terça-feira (3), o contrato de dezembro recuava 1,25 centavo, a US$ 4,47 por bushel (unidade de cerca de 25 kg de milho), pressionado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos.

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a colheita americana chegou a 74% da área até 1º de novembro.

No Brasil, o plantio do milho verão 2026/27 alcançou 63% da área prevista no Centro-Sul, segundo a AgRural, acima dos 59% do mesmo período do ano passado.

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