
O contrato da soja com vencimento em janeiro fechou a segunda-feira (2) em queda de 1,42% na Bolsa de Chicago, a principal referência mundial de preço do grão, cotado a US$ 12,1675 por bushel (medida americana que equivale a cerca de 27,2 kg de soja).
Segundo a consultoria Granar, a baixa deu sequência a três semanas seguidas de perdas.
Pesaram a entrada da nova safra americana e a expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) eleve a estimativa de produtividade da soja no relatório mensal de oferta e demanda, previsto para terça-feira (10). Uma revisão para cima poderia ampliar a produção e os estoques finais.
A confirmação de uma nova venda de 136 mil toneladas de soja americana para a China, da safra 2026/27, não foi suficiente para sustentar os preços.
O USDA também informou a inspeção de 2,44 milhões de toneladas de soja para exportação entre 23 e 29 de outubro, perto do teto das estimativas de analistas, que iam de 1,4 milhão a 2,7 milhões de toneladas. Desse total, 1,52 milhão de toneladas tiveram a China como destino.
A Granar cita ainda as condições favoráveis ao plantio na América do Sul. No Brasil, a semeadura da safra 2026/27 chegou a 53% da área, contra 47% há um ano.
O milho para dezembro subiu 0,11%, a US$ 4,4828 por bushel, depois de cinco semanas de perdas. O USDA comunicou a venda de 1,72 milhão de toneladas do cereal ao México.
O trigo para dezembro avançou 0,50%, a US$ 6,0650 por bushel. Segundo a Granar, o cereal vinha de nove semanas seguidas de queda, a sequência negativa mais longa desde 1997.







