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Receita de quem vende tecnologia ao campo pode chegar a US$ 400 bi em 2035, diz PwC

As empresas que vendem tecnologia, insumos e infraestrutura ao produtor rural podem mais que dobrar de tamanho na próxima década, segundo estudo da consultoria PwC. A receita global do grupo, de US$ 150 bilhões em 2025, pode chegar a US$ 400 bilhões em 2035.

A condição, segundo a PwC, é que os produtores consigam investir nessas áreas, consideradas os maiores gargalos para destravar a produtividade.

O maior salto proporcional está nos insumos de nova geração, como biotecnologia de sementes, bioinsumos, biodefensivos e aditivos para reduzir a emissão de metano. O faturamento dessas indústrias, de US$ 10 bilhões em 2025, pode chegar a US$ 90 bilhões.

Os sistemas agrícolas conectados, com máquinas de precisão, sensores, plataformas de dados e softwares de gestão, somavam US$ 30 bilhões e podem chegar a US$ 90 bilhões.

Na infraestrutura, o estudo olha para o cenário global e aponta equipamentos para cultivo em ambiente controlado, geração de energia solar nas fazendas e refrigeração solar. A receita pode passar de US$ 110 bilhões para US$ 220 bilhões.

"Este crescimento só terá escala se forem resolvidos os desafios do produtor rural", disse ao Valor a sócia e líder de Agronegócio da PwC Brasil, Mayra Theis.

Segundo ela, os agroquímicos têm espaço para crescer, mas a maior tendência de investimento está nos insumos biológicos, como os bioestimulantes.

A PwC lembra que a decisão depende de 608 milhões de agricultores no mundo, dos quais 84% cultivam menos de dois hectares. Para eles, custo, percepção de risco e falta de clareza sobre o retorno financeiro estão entre os principais obstáculos.

O relatório usou análise de dados e entrevistas com 30 executivos de empresas e cooperativas do setor de alimentos de vários países.

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