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Brasil já mandou 1,7 milhão de t de sorgo à China e vendas dos EUA quase param

As compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos, sem contar a soja, somaram US$ 7,2 bilhões entre janeiro e setembro, o menor valor para o período desde 2019, auge da primeira guerra comercial entre os dois países, segundo reportagem publicada pelo g1.

O número contrasta com o compromisso de Pequim de comprar ao menos US$ 17 bilhões por ano em mercadorias do agro americano. A soja tem um compromisso separado, e a China caminha para cumprir a meta do grão.

Ainda não está claro se a China descumpre o acordo. A Casa Branca não informou se o prazo começou a contar após o anúncio de maio ou só quando forem concluídos os cortes de tarifas propostos pelos chineses, o que ainda não ocorreu.

O tema ganhou peso político às vésperas das eleições de meio de mandato desta terça-feira (3) nos EUA. "A soja está sendo negociada, mas outras commodities não", afirmou Tim Lust, diretor-executivo da National Sorghum Producers, que representa produtores de sorgo.

O sorgo é um exemplo da concorrência brasileira. Os EUA exportaram 6,5 milhões de toneladas do grão à China em 2021. Agora disputam espaço com o Brasil, que obteve acesso ao mercado chinês em setembro de 2025.

Neste ano, o Brasil já enviou 1,7 milhão de toneladas de sorgo à China, com quase 1 milhão de toneladas adicionais previstas para embarque, segundo Eduardo Vanin, estrategista da Marex. Os EUA exportaram cerca de 3,7 milhões de toneladas até agosto, mas as vendas praticamente pararam nos últimos quatro meses.

No milho, a COFCO Futures, ligada a uma estatal chinesa, projetou importações de cerca de 900 mil toneladas do produto americano na safra 2026/27. Em 2021, a China comprou quase 20 milhões de toneladas.

Para analistas, a meta só será atingida se Pequim usar empresas estatais nas compras. O USTR, a Casa Branca e o Ministério do Comércio da China não responderam aos pedidos de comentário.

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