Farmacêutico troca a drogaria pela roça e vai passar de 90 mil para 200 mil frangos
Formado em Farmácia, Diego Campos Vilela deixou o setor para assumir a propriedade da família em Cássia, no interior de Minas Gerais, e hoje comanda uma granja de frangos que deve passar de cerca de 90 mil para 200 mil a 210 mil aves com a conclusão dos novos aviários, segundo o responsável técnico.
Filho de produtores rurais, Diego viveu na propriedade até os 16 anos. Cursou Farmácia em Uberaba e voltou à região por causa de um problema de saúde da mãe.
Trabalhou cerca de dois anos numa drogaria e teve outras experiências no setor, até decidir pelo campo. "Eu vi que não dava para conciliar as duas coisas. Meu pai já estava um pouco mais de idade", conta.
O pai já tinha trabalhado com café, gado, leite, milho, soja e arroz. Segundo Diego, as primeiras terras da família foram compradas com o dinheiro do arroz.
A primeira granja começou a ser construída em 2012, ao mesmo tempo em que ele erguia a casa e marcava o casamento com Andreia. O primeiro lote de aves foi alojado por volta de outubro daquele ano.
"Foi uma turbulência, porque eu tinha saído da farmácia e fui para a roça sem saber se ia dar certo ou não", relembra.
A expansão atual vem com tecnologia. O aquecimento dos pintinhos, antes feito por fornalhas a lenha, passou a usar campânulas a gás.
"A tecnologia por si só não garante um bom resultado. Para isso, precisamos de profissionais que saibam trabalhar com ela", afirma o responsável técnico, que acompanha a granja há cerca de dez meses.
O irmão de Diego, que é médico e mora fora da região, mantém negócios com ele, incluindo a produção de café e parte das granjas.