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Cebola com menos adubo gera economia de R$ 62,47 milhões em SC, revela Epagri

A adoção das recomendações de adubação da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) na cebola gerou benefícios econômicos de R$ 62,47 milhões no estado, segundo o Balanço Social 2025 da empresa. Os resultados foram divulgados na segunda-feira (26).

Em 20 anos, o uso de fertilizante caiu 40%, o custo médio de produção da cebola em Santa Catarina recuou 10% e as perdas pós-colheita diminuíram 21,4%, de acordo com relatório de avaliação de impactos da Epagri.

O problema começou no início dos anos 2000. Para competir com a cebola argentina, produtores catarinenses passaram a exagerar no adubo. O excesso de nitrogênio favoreceu doenças nas folhas, piorou a qualidade e aumentou as perdas depois da colheita.

"Os produtores estavam utilizando quase 300% a mais de fertilizante em relação aos anos 1990", afirma Claudinei Kurtz, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga.

Os pesquisadores definiram as doses de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) e a melhor época para adubar, de forma parcelada. Segundo Kurtz, quase 90% dos produtores seguem hoje as recomendações.

Em Ituporanga, o produtor Renato da Silva, de 45 anos, reduziu o fertilizante de 150 sacas de 50 kg para 90. Na última safra, colheu 273 toneladas em sete hectares, 39 toneladas por hectare, acima da média estadual de 28,841 t/ha na safra 2024/25.

"Fiquei nessa até 2022, quando o gasto com fertilizante saiu do controle", conta ele, sobre o período em que não seguia as recomendações.

Em Aurora, Vanderlei Schmitt, de 42 anos, planta em quatro hectares e adotou o manejo em 2021. Na safra 2025/26, colheu 176 toneladas. Segundo ele, a cebola armazenada mantém a qualidade até maio, quando o preço de venda dobra.

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