Diesel S-10 sobe 19,4% em 12 meses e chega a R$ 7,35 o litro, aponta Veloe/Fipe
O diesel S-10 acumulou alta de 19,4% nos últimos 12 meses e foi o combustível que mais subiu no Brasil, segundo o Monitor de Preços dos Combustíveis, levantamento da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em outubro, o litro chegou à média de R$ 7,353.
O valor é 3,5% maior que o de setembro. O diesel comum subiu 4,3% no mês e foi a R$ 7,186 por litro.
De janeiro a outubro, o S-10 ficou 19% mais caro, e o diesel comum, 17,4%. São as maiores altas do ano entre os seis combustíveis acompanhados pela pesquisa.
A alta do S-10 apareceu em todas as regiões em outubro. O Centro-Oeste teve o maior aumento mensal, de 5,1%, seguido pelo Sul, com 4,5%; no Nordeste e no Sudeste a alta foi de 2,9%, e no Norte, de 2%.
O Centro-Oeste também tem o litro mais caro, com média de R$ 7,604, seguido pelo Nordeste, com R$ 7,547. Os menores preços ficaram no Sudeste (R$ 7,214) e no Sul (R$ 7,215).
Outro levantamento, da Ticket Log, apontou o diesel S-10 a R$ 7,44 por litro em outubro, alta de 2,48%, e avanço de 4,81% no diesel comum. Segundo o Portal do Agronegócio, a alta ocorre durante o plantio da safra 2026/27 e pressiona as despesas com máquinas agrícolas e o transporte de cargas.
De acordo com o Canal Rural, a pressão vem da elevação dos custos internacionais do petróleo e das diferenças entre os preços praticados no Brasil e as referências do mercado externo. Em outubro, o barril do tipo Brent voltou a superar US$ 100, com as incertezas ligadas aos conflitos no Oriente Médio.
Medidas federais de desoneração tributária e de subvenção buscaram conter parte desse efeito, mas não impediram a alta nos postos.
Entre os outros combustíveis, o etanol hidratado subiu 1,8% em outubro, para R$ 4,224 por litro, e a gasolina comum ficou praticamente estável, em R$ 6,637.