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Agtechs captam R$ 94,7 milhões no 1º semestre, e número de negócios cai de 17 para 8

As agtechs brasileiras, startups de tecnologia para o agro, captaram R$ 94,7 milhões no primeiro semestre de 2026 em oito operações, segundo levantamento do Itaú BBA publicado pela Forbes Agro. No mesmo período de 2025, foram 17 transações.

O estudo relaciona a queda a um cenário de menor liquidez e de maior rigor dos investidores na seleção das startups.

De acordo com o levantamento, 92% das operações envolveram empresas dos segmentos Antes da Porteira e Dentro da Porteira.

No primeiro grupo, as agfintechs concentraram os negócios, com soluções de crédito, gestão financeira e redução de riscos. No segundo, ganharam espaço as tecnologias de gestão rural, telemetria e automação.

"Os números do primeiro semestre mostram um mercado mais seletivo, mas não menos relevante", afirma Matheus Borella, da área de Estratégia e Inovação Agro do Itaú BBA.

Segundo ele, o capital continua disponível para empresas que comprovem ganhos de eficiência e geração de valor para o produtor. Eficiência operacional, automação e análise de dados estão entre os atributos mais valorizados, aponta o estudo.

Outro levantamento mostra o avanço da tecnologia no campo. Dados da plataforma CropData, da CropLife Brasil, indicam que a biotecnologia chegou a praticamente toda a área de soja e algodão cultivada com sementes certificadas no ciclo 2025/2026.

A combinação de resistência a pragas e tolerância a herbicidas cobre 38 milhões de hectares na soja (78% da área total) e 1,1 milhão de hectares no algodão (55%).

O mesmo levantamento aponta avanço de 210% no plantio de sementes não certificadas, próprias ou ilegais, entre as safras 2021/2022 e 2025/2026. Na soja, elas já ocupam 9,6 milhões de hectares, 20% da área plantada.

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