RS vai pagar até R$ 500 mil a produtor de arroz por práticas sustentáveis


O Rio Grande do Sul vai pagar produtores de arroz por práticas sustentáveis adotadas nas lavouras. O programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) prevê R$ 6 milhões para 65 propriedades, com valores de R$ 10 mil a R$ 500 mil por produtor, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
O estado responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz.
O programa entrou em fase de implementação após um acordo assinado em setembro entre o Irga, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e o Ministério Público do Estado.
"É o primeiro PSA do Brasil para a agricultura", afirma a diretora técnica do Irga, Flávia Tomita. Segundo ela, os programas que já existem no país são ligados a florestas, e não a uma cultura agrícola.
O pagamento tem duas partes. A fixa depende da categoria do Selo Ambiental do Irga: R$ 8.924,72 para o Selo Ouro e R$ 6.693,54 para o Selo Prata. A variável paga R$ 70 por tonelada de CO₂ equivalente que deixou de ser emitida.
Os valores se referem à safra 2024/25. O estudo dessa safra avaliou 75 propriedades certificadas, com 62.893 hectares, e estimou cerca de 78.160 toneladas de CO₂ equivalente evitadas, o equivalente a 12,3% da linha de base calculada para um manejo totalmente convencional.
Entre as práticas consideradas estão rotação e sucessão de culturas, integração lavoura-pecuária, manejo da irrigação e reaproveitamento da água.
"Varia muito pelo tamanho da área e principalmente pelo sistema de plantio", disse o presidente do Irga, Alexandre Velho, sobre o valor que cada produtor vai receber.
O início dos pagamentos ainda depende de um novo edital da Secretaria do Meio Ambiente, com critérios atualizados. A expectativa do Irga é liberar os recursos ainda em 2026, mas não há data confirmada. Para as safras seguintes, será preciso outro edital.






