Dólar sobe 4,9% no mês, pressiona o café nas bolsas e segura preço no Sul de Minas


O café arábica terminou outubro em queda de 1,1% na Bolsa de Nova York. O contrato de dezembro passou de 290,70 centavos de dólar por libra-peso no fim de setembro para 287,60 centavos às 11h da sexta-feira (30), segundo levantamento do Portal do Agronegócio.
Em Londres, onde é negociado o robusta, o contrato de janeiro de 2027 recuou 6,7% no mesmo período.
O dólar pesou. A moeda americana passou de R$ 5,173 no fim de setembro para R$ 5,4257 na sexta, às 11h, valorização de 4,9%. Dólar mais forte tende a deixar o café brasileiro mais competitivo lá fora e amplia a oferta potencial no mercado internacional.
No mercado físico, o câmbio ajudou a sustentar os preços em reais. No Sul de Minas, o arábica bebida boa ficou estável em outubro, até o dia 29, a R$ 1.650 por saca. O conilon tipo 7, em Vitória (ES), caiu 2%, de R$ 980 para R$ 960 por saca.
Os estoques certificados da Bolsa de Nova York seguem em nível historicamente baixo. Segundo a Reuters, cerca de 42 mil sacas chegaram aos armazéns certificados e aguardavam classificação.
A qualidade da safra brasileira de 2026 também está no radar. A colheita terminou com expectativa de produção recorde, mas o excesso de umidade na colheita e na secagem prejudicou parte dos grãos.
Para a safra de 2027, o El Niño traz incerteza. Até agora, porém, as chuvas têm ajudado na abertura e no pegamento das floradas, etapas que formam a produção futura.
Segundo Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, as exportações brasileiras cresceram nos três primeiros meses da temporada 2026/27, mas ficaram abaixo do esperado no arábica.
Para atingir a projeção de 50 milhões de sacas exportadas, o Brasil precisará embarcar mais de 4 milhões de sacas por mês no restante do ciclo, avalia o analista.






