Em 5 meses de acordo com a UE, venda de mel sobe 367%; veja o que mais cresceu

As exportações do agronegócio brasileiro para a União Europeia somaram US$ 12,2 bilhões de maio a setembro de 2026, os cinco primeiros meses de aplicação provisória do acordo entre Mercosul e UE. A alta foi de 14,8% sobre o mesmo período de 2025, segundo o Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

No ano passado, as vendas no período tinham sido de US$ 10,6 bilhões.

As carnes tiveram o maior salto entre os grandes grupos: passaram de US$ 604,4 milhões para US$ 1,23 bilhão, crescimento de 103,5%. O complexo soja subiu 34,2%, para US$ 4,19 bilhões.

Também cresceram os produtos florestais (23%), o complexo sucroenergético (19,8%) e o grupo de frutas, nozes e castanhas (15%).

Outros setores recuaram. As vendas de café à UE caíram 7,7%, para US$ 2,46 bilhões, e as de sucos tiveram queda de 35,7%.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que usa outra metodologia, divulgou na quinta-feira (29) que as vendas dos produtos beneficiados por redução ou eliminação de tarifas cresceram 21%.

No agro, os maiores avanços nos dados do MDIC foram do abacate fresco (421,2%), do mel natural (367,1%) e do óleo de milho (266,3%). O etanol subiu 95,2%, e o óleo essencial de laranja, 75,8%.

A NovaCana, que compilou os números do Agrostat, observa que a comparação não permite atribuir todo o avanço às concessões do acordo, porque outros fatores influenciam as exportações. No caso das carnes, o resultado também deve ser lido com as restrições sanitárias que afetaram as proteínas brasileiras a partir de 3 de setembro.

O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas, com cronogramas que podem chegar a 12 anos para alguns produtos. Segundo o MDIC, os manuais de regras de origem e de redução de tarifas estão no portal Siscomex.

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