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Etanol de milho cresce 16,1% na safra, mas StoneX vê frustração no Centro-Sul

A produção de etanol de milho chegou a 5,49 milhões de metros cúbicos na safra 2026/27 até a primeira quinzena de outubro, informou a consultoria StoneX na sexta-feira (30), com base em dados do Ministério da Agricultura. O volume é 16,1% maior que o do mesmo período da safra passada.

O etanol de milho já responde por cerca de 21% de todo o etanol produzido no período.

Na primeira quinzena de outubro, foram produzidos 479 mil metros cúbicos, recuperação depois dos 433 mil da segunda quinzena de setembro. O anidro, misturado à gasolina, representa 50% do total, com 2,74 milhões de metros cúbicos.

O problema está no uso das fábricas. O Norte-Nordeste opera com 63,3% da capacidade, e o Centro-Sul, com 49,6%.

"Uma frustração das expectativas do avanço do setor, sendo que o mercado esperava uma produção maior do Centro-Sul já na safra 2026/27", escreveram os analistas Letícia Corrêa e Raphael Bulascoschi. A StoneX projeta 10,5 milhões de metros cúbicos de etanol de milho no Centro-Sul nesta safra. O potencial atual da região é de cerca de 12,7 bilhões de litros por ano.

Um dos motivos, segundo a consultoria, são nove usinas com obras concluídas, novas ou ampliadas, que aguardam autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para operar.

Outro é a demanda abaixo do esperado no início de 2026, cenário que começou a mudar em julho. Com isso, os produtores tiveram menos estímulo para aumentar a produção.

A StoneX também aponta estoques no Centro-Sul 13% menores que os da safra anterior e menciona uma potencial falta de etanol anidro, com a mistura obrigatória na gasolina em 32% e a queda da moagem de cana causada pelo excesso de chuva.

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