Café arábica perde 7,16% em quatro pregões em Nova York; veja o que pesa no preço

O café arábica acumulou queda de 7,16% em quatro pregões na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O contrato com vencimento em dezembro de 2026 fechou a sexta-feira anterior (23) a 307,45 centavos de dólar por libra-peso e chegou à quinta-feira (29) cotado a 285,45 cents.

A libra-peso equivale a cerca de 0,45 kg. A cotação de Nova York é a referência internacional usada na formação do preço do arábica brasileiro.

Segundo a Globo Rural, a baixa da semana foi influenciada pelo aumento das vendas dos exportadores brasileiros, com a queda do real e a valorização do dólar após as eleições presidenciais.

A expectativa de oferta maior também pesa. Em análise de 19 de outubro, o Rabobank apontou que a melhora do clima no Brasil, no Vietnã e na Indonésia reduziu parte das preocupações com a oferta futura.

Nesta sexta-feira (30), o mercado oscilou. Por volta das 7h25, no horário de Brasília, o contrato de dezembro recuava 0,26%, a 284,70 cents, segundo o Portal do Agronegócio. Mais tarde, a Globo Rural registrou alta de 1,15% no mesmo vencimento, invertendo a tendência de baixa da semana.

Em Londres, o café robusta reagia. O contrato de janeiro de 2027 subia US$ 13, ou 0,41%, para US$ 3.189 por tonelada, com o mercado atento ao início da colheita no Vietnã, maior produtor mundial de robusta.

Os estoques certificados de arábica em Nova York subiram 3.033 sacas na quinta, para 225.068 sacas, volume ainda próximo de níveis historicamente baixos. Lotes de café brasileiro aguardam avaliação nos armazéns da bolsa e podem ampliar esses estoques se forem aprovados.

Para o cafeicultor, o valor recebido no mercado interno depende também do câmbio e dos diferenciais de comercialização, e não só da bolsa.

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