Etanol de milho terá 21 novas usinas na próxima década, projeta plano do MME
O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estimam R$ 142 bilhões em investimentos na produção de biocombustíveis no Brasil entre 2027 e 2036. A projeção está no Caderno de Biocombustíveis e Combustíveis Sintéticos do Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036), divulgado nesta quinta-feira (29).
O maior volume deve ir para o combustível sustentável de aviação (SAF) e o diesel verde (HVO), que podem ser produzidos na mesma fábrica. São R$ 39 bilhões em cinco indústrias, todas já em construção, segundo a Globo Rural.
O biometano vem em seguida, com R$ 31,1 bilhões para construir 27 novas fábricas e realizar uma ampliação.
O etanol de milho deve receber R$ 25,3 bilhões. O dinheiro deve erguer 21 novas usinas que processam só milho e ampliar três unidades existentes, entre outros projetos.
No etanol de cana, o PDE prevê R$ 24,1 bilhões na formação de canaviais para etanol e R$ 5,9 bilhões em capacidade de processamento, com uma nova usina e 30 ampliações.
O biodiesel deve somar R$ 9,9 bilhões, com nove usinas novas, três ampliações e dez novas esmagadoras de soja. O etanol de segunda geração, R$ 6,2 bilhões em cinco usinas.
Segundo o estudo, a oferta de etanol deve crescer 2,5% ao ano, de 41,6 bilhões para 53,1 bilhões de litros. A demanda projetada é de 50,7 bilhões de litros em 2036, com a mistura obrigatória de 30% de anidro na gasolina.
No biodiesel, a demanda deve chegar a 12,7 bilhões de litros em 2036, com o teor obrigatório de 15% no diesel.
As projeções não incluem investimentos em distribuição e comercialização. A consulta pública do PDE 2036 segue aberta até 6 de novembro.