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Chuva derruba safra de trigo do Paraná em 34%, para 1,9 milhão de toneladas, diz Deral

O Paraná deve colher 1,9 milhão de toneladas de trigo em 2026, queda de 34% em relação às 2,88 milhões de toneladas de 2025. A estimativa está na revisão de outubro do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura, divulgada nesta quinta-feira (29).

O corte combina área 12% menor com a revisão do rendimento. A produtividade, prevista inicialmente em 54 sacas por hectare, passou para 44 sacas, ou 2,6 mil kg por hectare, queda de 18%.

Além do volume menor, a qualidade inferior do cereal restringe a oferta para os moinhos. Até o levantamento, 88% da área de trigo tinha sido colhida.

"O risco relativo às intempéries durante a colheita confirmou-se com o excesso de precipitação pluviométrica verificado na maioria das regiões do Estado, afetando principalmente os cultivos tardios", explicou o engenheiro agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho.

Em Arapoti (PR), o produtor Thomas Salomons relata quebra de ao menos 30% no trigo. A média caiu de 4,5 mil kg por hectare no ano passado para 3,1 mil kg. "A safra foi bem complicada, devido ao El Niño teve muita chuva durante todo o ciclo do trigo", disse à Globo Rural.

Somando todas as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), o estado deve colher 2,84 milhões de toneladas, 28% a menos que os 3,9 milhões de toneladas de 2025.

Na cevada, a área cresceu 23%, mas a estimativa é de 492 mil toneladas, 2% abaixo das 500 mil de 2025. A colheita chegou a 54% da área.

A canola foi a única exceção: a área maior compensou a perda de produtividade e dobrou a oferta no Paraná. Aveia, centeio e triticale tiveram redução de área e de rendimento.

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