Lucro da Bunge sobe 91,6%, e a empresa aponta o papel do Brasil e da Argentina


A Bunge, uma das maiores comercializadoras de commodities agrícolas do mundo, registrou lucro líquido de US$ 318 milhões no terceiro trimestre de 2026. O valor é 91,6% maior que os US$ 166 milhões do mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (29).
O lucro por ação ficou em US$ 1,64, ante US$ 0,86 um ano antes. As vendas líquidas somaram US$ 23,8 bilhões no trimestre, avanço de 7,4%.
Em termos ajustados, o lucro por ação subiu 12,8%, de US$ 2,27 para US$ 2,56, acima das estimativas de analistas, segundo o Estadão Conteúdo, republicado pelo Canal Rural.
O principal motor foi o processamento e refino de soja. O Ebit ajustado do segmento, lucro antes de juros e impostos, chegou a US$ 565 milhões, ante US$ 478 milhões um ano antes.
No segmento, a Bunge processou 11,745 milhões de toneladas de soja, queda de 3,24%, mas produziu 1,051 milhão de toneladas de óleo, alta de 12,8%.
Na América do Sul, a melhora veio do processamento na Argentina e no Brasil, parcialmente compensada por resultados mais baixos em fertilizantes e refino nos dois países, segundo a empresa.
Outros segmentos recuaram. Em óleos tropicais e ingredientes especiais, o Ebit ajustado caiu de US$ 51 milhões para US$ 16 milhões. Em comercialização e moagem de grãos, passou de US$ 120 milhões para US$ 87 milhões.
O CEO da Bunge, Greg Heckman, afirmou no comunicado que a plataforma global da empresa a posicionou "para aproveitar oportunidades" num ambiente de incertezas geopolíticas e fluxos comerciais em mudança.
A companhia manteve a projeção de lucro por ação ajustado entre US$ 9,25 e US$ 9,75 para 2026 e prevê investimentos entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,7 bilhão no ano.






