Greening tem menor avanço em nove anos, mas Fundecitrus revela o dado que piorou
O greening, doença dos citros sem cura disponível, atinge 48,08% das laranjeiras do cinturão formado por São Paulo e pelo Triângulo/Sudoeste Mineiro em 2026, contra 47,63% em 2025, segundo levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).
A alta de 0,45 ponto percentual foi a menor em nove anos. Entre 2024 e 2025, o avanço havia sido de 3,28 pontos percentuais.
O dano nas árvores doentes, porém, aumentou. A severidade média, que mede o comprometimento da copa, subiu de 22,7% para 27%. Nos pomares em produção, passou de 25,9% para 31%.
A proporção de plantas com mais da metade da copa comprometida aumentou de 22,5% para 28,5%. Segundo o pesquisador Renato Bassanezi, do Fundecitrus, o ritmo menor de expansão não significa reversão dos danos.
Também chamado de HLB (Huanglongbing), o greening prejudica o desenvolvimento das árvores, afeta a formação e a qualidade dos frutos e aumenta a queda prematura das laranjas. O principal transmissor é o psilídeo Diaphorina citri.
A incidência chegou a 82,10% em Limeira, 72,43% em Porto Ferreira, 69,50% em Avaré e 68,10% em Brotas. Em Votuporanga, ficou em 4,63%.
Na temporada 2025/26, o Fundecitrus registrou 12.504 hectares de erradicação e 17.821 hectares de novos plantios no cinturão. Do total de novos plantios, 45% ocorreram em localidades de menor risco.
O preço também pesa. A laranja pera para a indústria teve média de R$ 27,59 por caixa de 40,8 quilos no mercado spot paulista entre 19 e 23 de outubro, 11,40% abaixo dos R$ 31,14 de 31 de agosto a 4 de setembro, segundo o Cepea.
Na reestimativa de setembro, o Fundecitrus elevou a previsão da safra 2026/27 para 263,15 milhões de caixas, mas a taxa projetada de queda prematura dos frutos subiu de 23,7% para 24,1%.