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Frango puxa a produção de ração, e Sindirações prevê queda na demanda; veja o motivo

A produção brasileira de ração animal cresceu 4,2% no primeiro semestre de 2026 e somou 45,2 milhões de toneladas, contra 43,3 milhões no mesmo período de 2025, informou na quarta-feira (28) o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).

O número inclui animais de criação e de companhia (pet food). O setor de ração é usado para medir a demanda interna por milho e soja, os principais ingredientes.

Os frangos de corte consumiram 19,9 milhões de toneladas, alta de 5,3%. A atividade respondeu por cerca de 44% da produção total no semestre, puxada pelo avanço de mais de 12% nas exportações de carne de frango, segundo a entidade.

A ração para suínos somou 11,2 milhões de toneladas, alta de 5,4%, também com impulso das exportações. A pecuária leiteira usou 3,8 milhões de toneladas, volume próximo ao das aves de postura, que cresceu 1%.

A bovinocultura de corte consumiu 2,86 milhões de toneladas, alta de 4%. A ração para aquicultura cresceu 5,4%, para cerca de 940 mil toneladas, e a de cães e gatos avançou 1%, para 2,01 milhões de toneladas.

Para o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani, a expansão "convive com pressões sobre a remuneração dos produtores". Ele cita sobreoferta na suinocultura, piora das relações de troca na postura, mudança do ciclo bovino e concorrência dos lácteos importados.

A perspectiva para o setor é de queda na demanda, segundo o Sindirações. A entidade aponta a maior retenção de matrizes, com queda de mais de 30% no abate de fêmeas sob inspeção federal em setembro, como indicador de desaceleração do consumo de ração.

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