Lupion cobra mudanças na MP das dívidas rurais antes do prazo de novembro


O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, cobrou mudanças na medida provisória do governo federal para a renegociação de dívidas rurais. Em Brasília, na terça-feira (27), ele disse que a proposta está distante do que o setor esperava.
Segundo Lupion, os produtores não estão conseguindo acessar o crédito nos bancos, e apenas 14% das operações de renegociação foram viabilizadas.
A FPA pede quatro mudanças: alterar as garantias exigidas pelos bancos, reduzir a taxa de juros, fazer o fundo garantidor funcionar de fato e facilitar o enquadramento dos produtores.
De acordo com o deputado, o texto precisa ser aprovado até 11 de novembro para não perder a validade. A bancada trabalha para mudar o relatório da medida.
A FPA vai se reunir com o presidente da comissão especial do Congresso, senador Renan Calheiros, e com o ministro da Fazenda para discutir as demandas.
Segundo a frente parlamentar, o endividamento atinge cerca de 12% dos produtores rurais do país.
Do lado dos bancos, o Banco do Brasil informou ter R$ 16 bilhões em operações na esteira de contratação pela MP 1.376/26, em balanço divulgado em 22 de outubro. O valor reúne propostas em diferentes fases e não corresponde apenas a contratos concluídos.
Desse total, R$ 3,9 bilhões são contratos já despachados, R$ 6,1 bilhões estão na etapa final de contratação e R$ 6 bilhões dependem da entrega de documentos nas agências. O banco espera passar de R$ 20 bilhões até o fim da vigência da medida.
O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, orienta os produtores inadimplentes a procurar o banco com antecedência para avaliar as possibilidades de regularização.






