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Newcastle: África do Sul decide manter compras de aves do Brasil, com uma exceção

A África do Sul não vai impor uma proibição geral às importações de aves do Brasil por causa da doença de Newcastle. O país vai restringir apenas os embarques de estabelecimentos onde houve focos, informou o Departamento de Agricultura sul-africano em comunicado nesta quarta-feira (28).

Segundo o órgão, os certificados sanitários veterinários acordados entre os dois países permitem manter o comércio de carne de aves fresca, ovos para incubação e pintinhos de um dia, desde que cumpridos os requisitos de importação.

A África do Sul importa cerca de um quinto da carne de frango que consome por ano. O Brasil responde por pelo menos 70% dessas importações, de acordo com a CNN Brasil.

As autoridades sul-africanas informaram que foram notificadas pelo Brasil sobre o primeiro foco, em Santa Catarina, em 20 de outubro.

Na terça-feira (27), o Brasil anunciou o terceiro foco da doença em uma granja de aves no município de Nova Erechim, também em Santa Catarina.

A decisão segue a linha da regionalização negociada com outros grandes compradores. Segundo a Globo Rural, a China deixou de comprar apenas dos frigoríficos de Santa Catarina, e a Arábia Saudita limitou o embargo à área de restrição próxima ao foco.

Até agora, apenas México e Uruguai suspenderam totalmente as compras de produtos avícolas do Brasil, de acordo com a mesma reportagem.

No caso do Uruguai, o país vizinho informou a suspensão transitória da entrada de aves e de seus produtos procedentes do Brasil, com exceção dos que passam por tratamento térmico de inativação do vírus.

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