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Anec reduz previsão de exportação de milho em outubro e preço segue pressionado no Sul

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu para cerca de 6,1 milhões de toneladas a previsão de exportação de milho do Brasil em outubro. Na semana anterior, a estimativa era de 6,87 milhões de toneladas.

A revisão, divulgada na terça-feira (27), corta cerca de 770 mil toneladas.

Com o escoamento externo mais lento e oferta disponível no país, os compradores brasileiros seguem confortáveis com o abastecimento. Segundo a TF Agroeconômica, eles priorizam compras apenas para repor estoques.

A distância entre o que os compradores oferecem e o que os vendedores pedem restringe os negócios em várias regiões.

No Rio Grande do Sul, as referências acompanhadas pela consultoria ficam entre R$ 60 e R$ 70 por saca de 60 quilos. A média estadual apurada pela Emater recuou 0,57%, para R$ 62,59.

Parte dos vendedores gaúchos aceita flexibilizar os valores para liberar espaço nos armazéns antes da entrada da safra de verão.

Em Santa Catarina, vendedores pedem cerca de R$ 60 por saca, e compradores indicam valores próximos de R$ 55. No Paraná, o oeste recuou para R$ 50,58, o Centro Oriental para R$ 60,45, e o Norte Central subiu para R$ 65,83.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam de R$ 52 a R$ 54 por saca, com a indústria de bioenergia ativa nas compras.

No exterior, o avanço da colheita nos Estados Unidos amplia a oferta. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 60% da área estava colhida até 25 de outubro, ante 44% na semana anterior.

Na manhã desta quarta-feira (28), o contrato de dezembro na Bolsa de Chicago subia 0,56%, a US$ 4,5125 por bushel, medida americana que equivale a cerca de 25,4 quilos de milho. Na B3, o vencimento de novembro avançava 1,10%, a R$ 67,08 por saca, depois de perdas de até 2,02% na terça.

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