Dólar segura o café arábica em R$ 1.610 a saca, mesmo com queda em Nova York
A valorização do dólar frente ao real sustenta os preços do café arábica no Brasil, mesmo com a queda das cotações no mercado internacional. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgada nesta quarta-feira (28).
Na terça-feira (27), o indicador Cepea/Esalq do arábica registrou média de R$ 1.610,19 por saca de 60 quilos. O valor acumula alta de 2,11% desde o início de outubro.
O robusta seguiu outro caminho. A saca estava em R$ 967,97, com queda de 1,78% no acumulado do mês.
De acordo com os pesquisadores do Cepea, o arábica vinha em baixa no exterior. As condições climáticas favoráveis nas regiões produtoras reforçaram a percepção de uma oferta global maior na próxima safra.
Também pesou sobre os contratos futuros a expectativa de uma recuperação mais consistente dos estoques na Bolsa de Nova York (ICE Futures).
No mercado doméstico, porém, o câmbio compensou essas perdas e manteve as cotações firmes.
Para as próximas semanas, o Cepea espera que os preços internos continuem sensíveis tanto ao câmbio quanto ao clima.
A safra 2027/28 está na fase de pegamento e desenvolvimento dos chumbinhos, como são chamados os frutos ainda pequenos que se formam depois da florada.
Para o arábica, o ciclo será de bienalidade baixa, com tendência natural de produção menor que a do ciclo anterior. Segundo os pesquisadores, isso deixa as cotações mais reativas a qualquer sinal de risco à produção.