Uso de semente de soja não certificada triplica e chega a 9,6 milhões de hectares
O uso de sementes de soja não certificadas triplicou no Brasil em quatro anos, segundo levantamento da CropLife Brasil divulgado na terça-feira (27). A área passou de 3,1 milhões de hectares na safra 2021/22 para 9,6 milhões de hectares na safra 2025/26.
O número representa cerca de 20% da área total de soja, que foi de 48,6 milhões de hectares na última temporada. A CropLife representa a indústria de insumos agrícolas.
Segundo o AgFeed, as áreas sem certificação incluem sementes salvas pelos próprios produtores e sementes piratas, e esse mercado avançou 210% em quatro safras.
O estudo também mediu o uso de biotecnologia nas lavouras. A tecnologia que combina resistência a insetos e tolerância a herbicidas esteve presente em 38 milhões de hectares de soja na safra 2025/26, 78% da área total.
Já a biotecnologia voltada só para tolerância a herbicidas ocupou 1 milhão de hectares, ou 2% do total.
No algodão, a área com sementes não certificadas foi calculada em 47 mil hectares, cerca de 2,4% do total. A biotecnologia de dupla combinação ocupou 1,1 milhão de hectares, 55% da área plantada, e a voltada apenas para resistência a insetos, 800 mil hectares, cerca de 40%.
"Desde a introdução das chamadas sementes transgênicas, a área de soja e algodão cresceu 5% ao ano, enquanto a produção avançou 6,8%. E essa diferença vem da produtividade fornecida pela tecnologia", disse o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.