Chuva faz tomate subir mais de 46% nas Ceasas em setembro; Conab aponta a única queda

A maioria das hortaliças acompanhadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ficou mais cara no atacado em setembro. O tomate subiu mais de 46% na média das Ceasas, segundo o Boletim Hortigranjeiro do Prohort, divulgado na terça-feira (27). A cenoura foi a única hortaliça em queda.

As chuvas intensas e frequentes nas áreas produtoras do Sul e do Sudeste reduziram o ritmo da colheita do tomate e atrasaram a maturação dos frutos, o que diminuiu a quantidade enviada ao mercado, de acordo com a Conab.

A batata subiu 32,88% e voltou a ficar mais cara depois de dois meses seguidos de queda. Segundo a Conab, o excesso de chuva ainda pode atrasar plantios e deslocar a colheita, mantendo a pressão sobre os preços.

A cebola ficou 29,31% mais cara. O volume vendido nas Ceasas foi 9,3% menor que o de setembro de 2025.

A alface subiu 15,69% na média ponderada. Na Ceagesp, em São Paulo, a alta chegou a 48,3% em relação à média de agosto.

A cenoura caiu 16%. O aumento da oferta em agosto manteve o abastecimento em nível suficiente, e as chuvas prejudicaram a qualidade das raízes. A baixa continuou na primeira quinzena de outubro.

Nas frutas, o movimento foi misto. A maçã subiu 11,99%, com o fim da colheita da safra 2025/26 e o consumo dos estoques das câmaras frias. A laranja ficou 3,28% mais cara.

A melancia teve a maior queda, de 11,06%, com a recuperação da produção em Uruana (GO). O mamão recuou 8,92% e a banana, 2,63%.

As exportações brasileiras de frutas e hortaliças somaram 909 mil toneladas de janeiro a setembro, alta de 6,61% sobre o mesmo período de 2025, com faturamento de US$ 1,17 bilhão, segundo dados do MDIC citados pela Conab.

Siga-nos