Ordenha robotizada pode elevar em 13% o retorno de fazendas de leite, aponta USDA


Fazendas leiteiras que usam ordenha robotizada tiveram retorno líquido estimado 13% maior que o das que não usam o sistema, segundo estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados são de propriedades norte-americanas.
A pesquisa foi publicada em janeiro de 2026 pelo Serviço de Pesquisa Econômica do USDA e conduzida por Jonathan McFadden e Zach Raff, com base na pesquisa norte-americana de gestão de recursos agropecuários (ARMS).
Propriedades que combinavam duas ou mais categorias de tecnologias de precisão também tiveram retorno líquido médio 13% superior ao das que não adotavam essas ferramentas.
O estudo estimou ainda ganho médio de US$ 3,15 por 100 libras de leite nas operações com ordenha robotizada.
O indicador desconta despesas operacionais e custos indiretos das receitas da atividade leiteira. Por isso, os 13% não são uma taxa de retorno sobre o investimento no robô nem um ganho garantido para qualquer fazenda.
No Brasil, um estudo publicado em agosto de 2026 na revista Frontiers in Animal Science, de pesquisadores da PUCPR e da UFPR, analisou 17.585 registros semanais de 487 unidades produtivas em oito estados.
Do total, 93,6% das unidades estavam no Sul, principalmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.
A pesquisa brasileira mostrou que ordenhar mais vezes não significou, necessariamente, produzir mais leite por equipamento. Um grupo com cerca de 3,08 ordenhas por vaca ao dia teve produção mediana de 1.722 kg por robô. Outro, com 2,65 ordenhas diárias, chegou a cerca de 2.260 kg por equipamento.
O investimento inicial continua sendo um dos principais obstáculos à expansão da tecnologia. Levantamento da Scot Consultoria de setembro de 2026 aponta cerca de R$ 1,5 milhão por robô, sem incluir obras e instalação.






