Brasil vende carne a Israel, mas gasta mais que o dobro com fertilizantes israelenses


As exportações do agronegócio brasileiro para Israel somaram US$ 486,27 milhões de janeiro a setembro de 2026 e já superam todo o ano de 2025, segundo o Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura e Pecuária. As carnes lideram as vendas, e os fertilizantes, as compras.
Em 2025, as vendas do agro ao país somaram US$ 480,11 milhões. As carnes responderam por US$ 238,82 milhões, ou 49,7% do total, com 38,11 mil toneladas embarcadas.
O complexo soja veio em segundo lugar, com US$ 91,73 milhões e 242,77 mil toneladas. O café rendeu US$ 59,68 milhões, com 7 mil toneladas, e os produtos florestais, US$ 40,58 milhões.
No sentido inverso, o Brasil importou US$ 499 milhões em fertilizantes israelenses em 2025, alta de 15,3% sobre 2024, segundo o MDIC. O valor é mais que o dobro do que o país vendeu em carnes a Israel.
As compras de defensivos agrícolas de Israel chegaram a US$ 101,8 milhões em 2025, alta de 34,2% em relação a 2024. Antes da guerra iniciada em 2023, o Brasil chegou a importar cerca de 1 milhão de toneladas de fertilizantes israelenses por ano.
As vendas do agro brasileiro ao país oscilaram nos últimos anos. Foram US$ 353,6 milhões em 2020 e US$ 384,87 milhões em 2021, com pico de US$ 727,43 milhões em 2022.
Depois vieram dois anos de queda, com US$ 449,07 milhões em 2023 e US$ 442,87 milhões em 2024, antes da alta de 2025.
Já as importações brasileiras de produtos agropecuários israelenses somaram US$ 32,99 milhões em 2025, segundo o Agrostat. O complexo sucroalcooleiro respondeu por US$ 5,2 milhões.






