Café cai 2,52% em Nova York nesta terça, e a Barchart aponta o efeito do dólar

O café operava em queda na manhã desta terça-feira (27) na bolsa de Nova York. Os contratos com entrega em dezembro de 2026 recuavam 2,52%, segundo a Globo Rural.

De acordo com a consultoria Barchart, a desvalorização brusca do real, de cerca de 9% frente ao dólar após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incentiva os exportadores brasileiros a vender mais café para faturar em dólares.

A queda vem depois de outra baixa na segunda-feira (26), quando os mesmos contratos recuavam 3,17% pela manhã. Na ocasião, a Barchart atribuiu o movimento à liquidação de posições compradas após a alta de meados de outubro.

O câmbio também mexeu com o cacau. Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 caíam 0,84% nesta terça, cotados a US$ 5.545 por tonelada.

Segundo a Barchart, mesmo sendo apenas o sétimo maior produtor mundial de cacau, o Brasil movimentou as cotações, porque o real desvalorizado também estimula a venda da amêndoa.

O açúcar fez o caminho inverso. Depois de fechar em queda na sessão anterior, pelo mesmo motivo, os contratos com vencimento em março de 2027 subiam 1,2%.

O algodão operava em leve queda. Os contratos com entrega em dezembro de 2026 recuavam 0,27%, a 78,95 centavos de dólar por libra-peso.

O suco de laranja concentrado e congelado também caía. Os papéis mais negociados, com vencimento em novembro de 2026, recuavam 0,37%, cotados a US$ 1,4380 por libra-peso.

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