Dólar sobe mais de 8% e soja chega a R$ 159 em Rio Grande, mesmo com queda em Chicago

O preço da soja subiu na maioria das praças brasileiras na segunda-feira (26), puxado pela alta de mais de 8% do dólar após a eleição presidencial, mesmo com a queda dos contratos na Bolsa de Chicago.

Em Rio Grande (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 155,00 para R$ 159,00. Em Paranaguá (PR), foi de R$ 153,00 para R$ 158,00, segundo levantamento da Safras & Mercado. Nos portos, houve ofertas de até R$ 160,00 por saca, mas sem volumes expressivos negociados.

No interior, Cascavel (PR) subiu de R$ 142,00 para R$ 147,00, e Passo Fundo (RS), de R$ 148,00 para R$ 152,00. Em Dourados (MS), a saca foi de R$ 140,00 para R$ 143,00. Rondonópolis (MT) ficou estável em R$ 141,00.

De acordo com o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, os movimentos fortes do câmbio dificultaram a formação de preços, e as indicações ficaram bastante nominais. Alguns produtores aproveitaram para fechar contratos em dólar da safra nova que estavam em aberto.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), referência mundial do grão, o contrato de novembro fechou em baixa de 1,13%, a US$ 12,41 1/2 por bushel (medida americana de cerca de 27 quilos de soja). O de janeiro terminou a US$ 12,52 1/2.

A desvalorização do real deixa a soja brasileira mais competitiva, e operadores temem que a demanda chinesa se desloque para o Brasil. O avanço da colheita da maior safra da história dos Estados Unidos também pressiona as cotações.

“Quando o dólar sobe muito, o produto brasileiro fica mais atrativo para os compradores”, disse Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, à Globo Rural.

Mesmo com preços melhores, o foco dos produtores segue no plantio, e a comercialização continua limitada, segundo a Safras & Mercado.

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