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Concurso Torrefação do Ano define 20 finalistas; um estado concentra oito vagas

O concurso Torrefação do Ano Brasil 2026 já tem as 20 finalistas, escolhidas entre 161 torrefações inscritas. A disputa final será de 11 a 13 de novembro, durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, onde a competição é realizada todos os anos. O torneio é organizado pela Atilla Torradores, segundo a Globo Rural.

Minas Gerais concentra oito das finalistas. Paraná e Rio de Janeiro têm duas cada, e as demais vagas ficaram com sete estados e o Distrito Federal. As finalistas são: Versado Cafés Especiais (PE), Café Goulart (MG), Struderia Café da Elaine Coffee Roasters (SP), Deslim Cafés (DF), Lutchi Cafés (SE), Estalo Cafes (RJ), Moinho de Ferro (MG), William & Sons Coffee Co (RS), Paiol Café Boutique (MG), de Bongrado Cafés Especiais (MG), Currys (SC), D´Rocha Cafés (MG), Lalato Cafés Especiais (MG), Torrefação do Viajante (PR), Doc Brown (MA), Nerd Coffee House (PB), Café du Coin (PR), Guanabara (MG), Café do Príncipe (MG) e Rio Coffee House (RJ).

O número de inscritos cresceu em relação à edição de 2025, que teve 130 torradores. Neste ano, os participantes, de 132 cidades, receberam 1,5 quilo de dois cafés crus diferentes e fizeram a torra em suas próprias unidades. Foram usados cafés natural e cereja descascado da Fazenda Paraíso, do Grupo Diamante Cafés, de Caparaó (MG).

As amostras torradas foram avaliadas por um grupo de juízes pelo método de cupping, a prova de xícara, em que os provadores analisam aroma e sabor da bebida. As 20 empresas mais bem colocadas seguem para a final.

"Os jurados avaliaram a qualidade da xícara e a assertividade sensorial com os sabores declarados, como frutado, doce, floral ou noz e cacau. Chegar à final significa ler bem o café, conduzir a torra com intenção e repetir o acerto em perfis diferentes", afirmou Johann Emmerick, diretor do Torrefação do Ano Brasil.

A torrefação vencedora vai receber um torrador de bancada da organizadora. As três primeiras colocadas levam troféus feitos pelo artista plástico Robson Emerick, além de selos de ouro, prata e bronze. O responsável pela torra campeã terá vaga garantida no campeonato brasileiro de torra organizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), e os demais finalistas ganham pontos com a entidade para usar em inscrições de torneios.

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