Laranja industrial cai 3,89% em outubro; Cepea aponta o que pesa no preço

A laranja destinada à indústria passa por um período de comercialização enfraquecida, e isso tem pressionado as cotações nas últimas semanas, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na sexta-feira (23), o indicador Cepea/Esalq para a laranja industrial marcou R$ 27,65 por caixa de 40,8 quilos, queda de 3,89% desde o início de outubro.

De acordo com o Cepea, o processamento está concentrado em contratos já firmados entre as indústrias e os produtores. Com isso, as compras no mercado spot, em que a fruta é negociada à vista, fora dos contratos, ficaram reduzidas.

A equipe de Hortifrúti do Cepea aponta como um dos fatores desse movimento o rendimento mais baixo da fruta. Por causa dele, boa parte das indústrias tem priorizado, neste momento, a produção de suco pronto para consumo, conhecido pela sigla NFC (do inglês, não concentrado), em vez do suco concentrado, o FCOJ.

O centro de pesquisas ressalta que o volume elevado de suco em estoque também tem influenciado as estratégias das processadoras. Segundo o Cepea, a maior disponibilidade de suco, somada ao menor rendimento industrial da fruta, tem levado as empresas a reavaliar como vão conduzir o processamento.

Para o citricultor que vende a fruta à indústria, o quadro descrito pelo Cepea se traduz em menos compras no mercado spot, já que o processamento segue apoiado nos volumes acertados em contrato, e em cotações pressionadas, como mostra a queda do indicador ao longo de outubro.

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